sábado, 14 de fevereiro de 2015

Hoje é dia dos Namorados…




Hoje é dia dos namorados!
Momento ideal para amar,
Para dar um beijo, e namorar…

Namorar!...
Esse doce encantamento,
De levar à certa o oposto…
Prometendo-lhe o céu e o mar…
No calor de um beijo, ao luar de Agosto…

Esse ternurento ardil,
Embrulhado em promessas mil,
Que muitas vezes não passa
De uma simples brincadeira, sem graça,
Que deixa marcas para a vida inteira…
Naqueles que se deixam enamorar
Pelo calor de um beijo, brejeiro,
Dado à revelia do amor-verdadeiro…

Amor-verdadeiro,
Que as setas de Cupido deixam ficar num coração,
Sedento de amor e paixão...

Amor e paixão,
Que levarão ao Altar o amado,
Que um dia lhe ofereceu uma flor,
Atada com um laço encarnado, de cetim,
No momento, único e singular,
Abençoado por São Valentim…

    
     João de Deus Rodrigues

                       14 de Fevereiro 2015



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

É urgente

  
É urgente escutar,
As mágoas da Terra,
E ouvir as queixas do Mar.

É urgente pensar,
Nos que perderam a esperança,
Quando o dia ainda era uma criança.

É muito urgente não calar
Os horrores da guerra,
E bem alto gritar:
Basta!
Homens sem convicção.
Haja decência na terra,
E paz no céu e no mar!

E bom senso no vosso coração.


      ( Publicado no livro: "O Clamor dos Campos" -  Edições Colibri)





A chegada das Andorinhas




Ei-las, que são chegadas,
As esbeltas andorinhas!
Vêm de muito longe,
Chegam cansadas,
As astutas avezinhas.

Velozes, passam e repassam
À minha frente, chilreando.
Como se fora um cumprimento,
A quem as está esperando.

Fizeram longa viagem,
Conhecê-la quem me dera.
Para trazer uma mensagem:
Vai chegar a Primavera!

                      1974

(A publicar no meu próximo livro de poesia )


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Natal do meu descontentamento!



 Queria tanto falar do Natal,
Mas não sei o que dizer.
Ao pensar nesta coisa surreal,
Que está acontecer.

Por isso, não sei como iniciar um diálogo
Que fale do espírito natalício;
Da Manjedoura e de Belém;
De S. José e da Virgem Mãe;
Das criaturas que fazem o Bem;
Deste mundo onde há tanta criança
Com fome, e o coração cheio de esperança...

E era disto que eu queria falar,
Mas não consigo!

Nem sequer sou capaz de desejar,
A todos as criaturas da Terra,
Um Natal pleno de Amor e Paz.
Porque o pensamento não deixa,
E por isso não sou capaz.

E então prevejo um Natal sem história,
No qual não me revejo,
Nem quero guardar na memória!

Um Natal de loucos!
Onde as aves “diriam” que os homens
De tudo são capaz.
Que andam aos tiros uns aos outros,
E nem a elas deixam em paz!

E por isso penso:
Então que Natal é este, home,
Se os anafados se riem,
E os pobres choram com fome?

Sim. Que Natal é este, meu amigo,
Se não há equidade nem Amor,
Nem pão para repartir contigo,
Como nos ensina o Senhor!?

Por isso, a chama morre no peito,
Dos pobres sem-abrigo.
E dos que querem trabalhar,
E, envergonhados, definham no seu lar!
Onde a lareira não tem chama,
Nem a panela que comer.
E os humildes vão para a cama,
Junto ao rio, lá no cais,
Onde não há amor nem chama,
Nem sinal de bons Natais!

Sim, meu irmão,
Então que Bom Natal te posso desejar,
De consciência limpa e nua,
Se te mandam emigrar,
Para uma nação que não é tua.
Enquanto se banqueteiam, lautamente,
Em repastos com a sua gente,
E os amigos da “ Trama Freudiana”,
Que te obrigam a trabalhar mais, e receberes menos grana...

Sim, meu amigo,
Com tudo isso a perturbar o meu espírito de Natal,
Como posso estar de bem comigo,
Sem me revoltar contra o mal,
E aqueles que nos dizem que se é pobre por opção,
E se é rico por ambição?

Os mesmos que tiram direitos aos necessitados,
E distribuem benesses pelos afortunados!
Que se dizem servidores do povo,
E lhe retiram o que lhe pertenceu, e é seu!...

E pior ainda, fazem isso com ar de “inocentes”,
Enquanto esfregam as mãos de contentes!

Por isso, meu irmão, meu amigo,
Companheiros de outros Natais,
É que eu penso que o “deus dinheiro”,
É capaz de perverter o coração dos mortais,
E acabar com o espírito do Natal!

     Dezembro/ 2012

  (A publicar no meu próximo livro de Poesia)