quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Anjo e o Pastor






Levantou-se cedo o Anjo,
No monte encontra o pastor:
- Deus te guarde, homem de Deus!
- Venha na paz do Senhor!
Que o trás aqui, amigo,
Sem trazer cães nem cajado,
Tão cedo a falar comigo,
E nem ao longe vejo gado?
- Descia só a serrania,
Quando ao longe ouvi balidos…
- Ó homem de Deus,
Vir para estas paragens,
Onde são poucos os seres vivos...
Para além das minhas ovelhas,
E dos cães que aqui estão,
Só os lobos aparecem,
Para nossa consumição…
- Mas os lobos também são pais,
Com filhos para criar…
- Pois são, mas deviam comer erva,
Para não nos importunar…
- Mas com menos erva nos montes,
O que comia o teu gado?...
- Pois é, em tal não tinha pensado…
- Então, seja o Senhor louvado…
- E feita a Sua vontade...

Até sempre meu amigo,
No Céu tens lugar guardado.
Junto de todos os teus,
Que sempre guardaram gado.

 Livro:“ O clamor dos campos” -  Edições Colibri


O Azevinho



  
Arbusto silvestre,
De folhas espinhosas,
E bagas vermelhas,
És o Azevinho.

Um símbolo do Natal,
Que nasce na serra de Montesinho,
No Norte de Portugal.


Livro: "Talhas memórias duma aldeia medieval transmontana" - Editorial               Minerva






terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Os meus Natais de menino



Oh!, como era belo, quase real,
O espírito natalício em família.
Naquelas noites brancas de Natal,
Quando eu era uma criança!

Mesmo sendo noites de Natal
Sem brinquedos,
Nem sapatos na chaminé.

Porque, muitas vezes,
Não havia chaminé,
Nem sapatos,
Nem brinquedos para lá pôr.
Mas havia Esperança e Fé,
Carinho e muito Amor!

Nessas noites de Natal,
Imaginário e cantante,
Junto de estábulos reais,
Como em Belém.
Com animais a ouvirem cantar
Canções de elevar,
Ao Deus Menino,
Cantadas pela minha mãe:

Olá, meu Menino,
 Como Tendes passado.
 Só para Vos ver,
 Deixei o meu gado…”

“Chora, chora, meu Menino,
Quer a mãezinha logo vem,
Foi lavar os cueirinhos
À fontinha de Belém…”

   
                João de Deus Rodrigues - Dezembro de 2015

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Água, Fonte de Vida



Água, tu és oferta divina,
Por Deus dada a todo o ser.
Sem ti o homem definha,
E no Mundo não há viver.
Tu és companheira do vento,
Quando ele te quer beijar.
E na harmonia do teu canto,
Embalas as montanhas,
Quando corres para o mar.

Água,
Fonte da vida,
Que todos devemos respeitar.

   Livro: "O Clamor dos Campos" - Edições Colibri