sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

O NATAL!



O Natal devia ser o momento ideal,
Para todos meditarem, sobre:
- O Bem e o Mal;
A fé em Cristo e a oração;
A vida, aqui e no Além;
Os pobres, sem lar nem abrigo;
As crianças abandonadas, ao desdém;
Os idosos, sem terem ninguém;
As guerras, sem justificação nem castigo;
Os homens usurários, com ambição desmedida;
A sociedade de consumos desenfreados;
Os Cientistas anónimos, que nos melhoram a vida;
Os futebóis, alienantes e endeusados…

Esta meditação leva-me perto e longe.
Perto, aqui à minha porta,
Onde há gente nos supermercados, onde vai,
E sai de lá, quase morta, cai, não cai…

Longe, ao Iraque, onde duas explosões
Terroristas ceifaram a vida de muitos inocentes.
Ao Brasil, onde as inundações mataram mais de mil.
À Praça de São Pedro,
Onde o Papa Francisco, na Cúria Romana,
Apelou aos Homens, bons e sem medo,
Para denunciarem a mentira que nos engana.
E pediu-lhes, também, para meditarem
Naqueles que matam irmãos, teus e meus,
Evocando, em vão, o nome de Deus!

Oh!, meu Menino Jesus,
Vos que Viestes ao Mundo para nos salvar,
Abri o coração e Dai luz,
Àqueles que nos querem enganar.

Mesmo invocando -Te,
Nesta quadra de Natal.

     Dezembro de 2015

  João de Deus Rodrigues    

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Anjo e o Pastor






Levantou-se cedo o Anjo,
No monte encontra o pastor:
- Deus te guarde, homem de Deus!
- Venha na paz do Senhor!
Que o trás aqui, amigo,
Sem trazer cães nem cajado,
Tão cedo a falar comigo,
E nem ao longe vejo gado?
- Descia só a serrania,
Quando ao longe ouvi balidos…
- Ó homem de Deus,
Vir para estas paragens,
Onde são poucos os seres vivos...
Para além das minhas ovelhas,
E dos cães que aqui estão,
Só os lobos aparecem,
Para nossa consumição…
- Mas os lobos também são pais,
Com filhos para criar…
- Pois são, mas deviam comer erva,
Para não nos importunar…
- Mas com menos erva nos montes,
O que comia o teu gado?...
- Pois é, em tal não tinha pensado…
- Então, seja o Senhor louvado…
- E feita a Sua vontade...

Até sempre meu amigo,
No Céu tens lugar guardado.
Junto de todos os teus,
Que sempre guardaram gado.

 Livro:“ O clamor dos campos” -  Edições Colibri


O Azevinho



  
Arbusto silvestre,
De folhas espinhosas,
E bagas vermelhas,
És o Azevinho.

Um símbolo do Natal,
Que nasce na serra de Montesinho,
No Norte de Portugal.


Livro: "Talhas memórias duma aldeia medieval transmontana" - Editorial               Minerva