domingo, 1 de maio de 2016

Dia da Mãe - Ano de 2016



Mãe,
Até o dia de hoje
Já não é como antes era.
Deixou de ser no Inverno,
Para ser na Primavera!

Mãe,
Como me lembro,
Ainda,
De te ver tão linda,
No dia oito de Dezembro!

E parece que me vejo,
A correr para ti,
Para te dar um beijo.
E tu, carinhosamente,
Me chamares à atenção,
Que a Senhora da Conceição,
É a Mãe de toda a gente!

Embora para mim,
Minha querida mãe,
Os teus dias sejam todos.
Quando estavas aqui,
Ou agora, que estás no Além.
Porque os filhos, à sua mãe,
Querem-lhe sempre bem.

Por isso, minha querida mãe,
Tu estás sempre no meu coração.
E daqui te mando um beijo,
É a minha oração!

    João de Deus Rodrigues -  2016


Primeiro domingo de Maio, dia da Mãe.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Meu Grito



Em silêncio,
Lanço o meu grito
De sofrimento, calado na alma,
A dor que guardo no peito:
- Homens, todos os homens,
Acabem com a guerra!

Mas ninguém ouve a minha dor,
Ao ver inocentes morrer de fome,
Na riqueza da sua terra!


In Livro " Passagens e Afectos"- Tartaruga Editora






     

O fim de um sonho de Abril?...



Envolto na memória do dia,
Desci ao coração da cidade.
Onde só encontrei olhos sem alegria,
E semblantes sem felicidade.

Então meditei, apreensivo,
No porquê daquele ar medonho.
E quais as causas e o motivo,
Por que as pessoas descriam do sonho.
E cambaleavam na penumbra dele,
Ao encontro da vil tristeza.
Quando ontem sonhavam com cravos e rosas,
Cuja fragrância era uma imensa esperança,
Que o sonho de Abril trouxera,
A todas as pessoas da global Cidade
Que ali encontrei, descrentes,
A olharem para as estátuas das avenidas,
Que presenciaram, complacentes,
Os gritos de alma das suas vidas.
Cheias de esperança num porvir,
Que agora se esvaeceu,
Como as notas musicais da Lyra de Orfeu.

Como o testemunhava o estudante
Que meditava, sentado na esquina
Da movimentada avenida, errante,
Abraçado à sebenta, à capa e à batina.
Ou o idoso, cansado da servidão,
Que ostentava um cartaz no peito,
A pedir ajuda, com respeito,
Para enganar a dor da solidão.

E foi então que pensei:
Mataram o sonho desta gente!
E reparei no arrulhar de um pombo, ali presente,
Que levantou voo para um telhado,
Onde uma gaivota, ferida,
Grasnava de asa partida.

E foi nessa ocasião que, próximo da emoção,
Me retirei com a necessidade
De respirar novos ares de mudança.
Porque tudo parecia morto na cidade,
Excepto o querer da minha Esperança.

Porque essa, estou em crer,
Será, em mim, a última coisa a morrer.

         25 de Abril de 2012

         Livro "Memórias e Divagações" - Poética Edições