quinta-feira, 9 de junho de 2016

10 de Junho, dia de Portugal




Vens de longe e tens no peito um passado,
Cheio de esperança, lutas, missas e glória.
De quantos, com bravura, fizeram a história,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Zarparam do teu solo para vencer o mar.
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas.

Para dizerem a outras gentes e a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam noutros portos, em outros cais,
Onde semearam crenças e genes sem igual,
Aqueles que fizeram de ti este glorioso Portugal.


In Livro "Memórias e Divagações" - Poética Edições






terça-feira, 31 de maio de 2016

Se eu pudesse, Senhor



 
Se eu pudesse, Senhor,
Acalmava a fúria do vento,
Os soluços da Terra,
E a ira do Mar.

E fazia mais terno o Amor,
E cristalino o sonho do Luar.

E as crianças, Senhor,
Essas,
Seriam a essência do Vosso Amor.


 In Livro "O acordar das emoções" - Tartaruga  Editora




sexta-feira, 20 de maio de 2016

Esta Lisboa




  
Ó minha Lisboa amada,
Cercada de rio e mar,
À beira mar plantada.

Onde, neste cantinho,
Há sempre uma árvore florida,
Para o pintassilgo fazer o ninho.


     João de Deus Rodrigues

             Jardins da Gulbenkian, Maio de 2016