quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Verão



  
Verão,
Tempo de magia.
Quando as crianças pobres, de sorriso no rosto,
Adormecem nuas, à sombra do luar de Agosto,
E sonham com anjos ao romper do dia.

Tempo do campo ceifado,
E das arcas cheias de pão sagrado.
Que o homem recolheu,
Observando mariposas,
A dançar no céu.

Época de mares de gente, expondo opulências,
Em areias finas, da erosão do tempo,
Que o vento soprou e o rio levou.

E de danças, em eiras e salões.
E de passeios, entre o céu e o mar,
Em iates e aviões,
Em dias e noites sem sono,
Em paradisíacas praias de orgias,
Em esplanadas de luar,
À espera do Outono.


Do poema As Estações do Ano
In Livro: “O acordar das emoções” – Tartaruga Editora



quinta-feira, 9 de junho de 2016

O 10 de Junho e o Panteão Nacional



Subo ao alto do Restelo,
E observo o Tejo, com desvelo,
E o mar azul, mais além.
E, então, imagino galeões,
Naus e caravelas,
De há quinhentos anos,
A zarparam do Tejo.
Em memória das quais,
Se ergue a memorável Torre de Belém.

Foram heróis que partiram,
Como guerreiros e santos,
Para vencerem os mares,
Até à Taprobana e mais além.

E depois,
Imagino uma esfera, não armilar,
A que chamam péla, tal qual,
Que é pontapeada por novos “heróis”,
Que querem figurar no Panteão Nacional!

Esse sagrado guardião da imortalidade,
Onde repousam poetas e escritores,
Presidentes e historiadores,
E outros Ilustres Senhores,
Que honraram e honram Portugal.

E que agora, com o cantar,
Doce e suave, de certos rouxinóis,
Talvez os queiram de lá tirar,
Para pôr no seu ligar, nem mais,
Que esses novos heróis nacionais…

In Livro"Memórias e Divagações" - Poética Edições


         Viva o 10 de Junho. 
         Viva Portugal


10 de Junho, dia de Portugal




Vens de longe e tens no peito um passado,
Cheio de esperança, lutas, missas e glória.
De quantos, com bravura, fizeram a história,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Zarparam do teu solo para vencer o mar.
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas.

Para dizerem a outras gentes e a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam noutros portos, em outros cais,
Onde semearam crenças e genes sem igual,
Aqueles que fizeram de ti este glorioso Portugal.


In Livro "Memórias e Divagações" - Poética Edições