quarta-feira, 8 de março de 2017

Oito de Março - Dia da Mulher




Oito de Março,
Dia da Mulher.
Nesse dia, ela é rainha,
Ela é a primeira!
Mas é um desplante,
Uma ironia,
dedicar um só dia, 
A quem é companheira,
Mãe e amante. 

A quem ama os seus filhos,
E o seu semelhante.

E mais, ainda.
É ela que ampara a infância,
E acaricia a velhice,
Com o seu Amor,
Numa dádiva constante.

Então, 
Pergunto eu,
Se não haverá aqui engano,
Dedicar um só dia, por ano,
À Mulher.
Se é ela quem dá vida,
E o seu coração.
E, por isso,
Ela merece, eternamente,
O Amor do mundo,
A todo o instante.

in: Colectânea " A MULHER" -  Associação Portuguesa de Poetas


       João de Deus Rodrigues


domingo, 12 de fevereiro de 2017

O dia dos namorados…




O dia dos namorados,
Deve ser a ocasião ideal,
Para dar um lindo beijo,
Para ser amado e amar,
E para namorar…

Ó!, namorar!...
Esse doce encantamento,
De levar à certa o oposto.
Prometendo-lhe a terra, o céu e o mar,
No calor de um beijo,
Dado ao luar de Agosto…

Esse ternurento ardil,
Embrulhado em promessas mil,
Que muitas vezes não passa
De uma simples brincadeira,
Sem graça,
Que deixa marcas para a vida inteira…

Em quem se deixa enamorar,
No calor de um beijo, brejeiro,
Dado à revelia do amor-verdadeiro,
Como o que Cupido grava num coração,
Sedento de amor e paixão...

Amor e paixão,
Que hão de levar ao altar o namorado,
Que um dia ofereceu à amada uma flor,
Atada com um laço encarnado, de cetim,
Naquele momento, único e singular,
Abençoado por São Valentim…

    
     João de Deus Rodrigues

              In Livro "O Acordar das Emoções" - Tartaruga Editora


domingo, 11 de dezembro de 2016

O Natal




              O Natal


Oh!, quem me dera, Senhor,
Ter outra vez o Natal da minha mãe.
Quando ela me falava, com amor,
Dos encantos e mistérios que ele tem.

Oh!, quem me dera, Senhor,
Ter outra vez o Natal que a memória tem.
Quando em família cantávamos com fervor,
Canções ao Deus Menino e a Maria, Sua mãe.

Oh!, quem me dera, Senhor,
Que o Natal fosse outra vez assim,
Como quando eu era menino.
E junto à lareira, lembro-me bem,
Aconchegados que era um regalo,
Cantávamos canções de Natal.
E à meia-noite íamos à missa do Galo,
E beijávamos o Jesus Menino,
Como se Ele fosse tão verdadeiro,
Como era aquele que os anjos
Anunciaram aos pastorinhos, em Belém,
Como me dizia a minha mãe!

Oh!, como seria bom, Senhor,
Se neste Natal que se aproxima,
Não houvesse irmãos meus,
A dormirem no Caís, junto ao rio,
Sozinhos, à fome e ao frio,
E tantas crianças, mundo além,
Que chamam pelo pai,
Que chamam pela mãe,
E não lhes aparece ninguém,
Para lhes dar um beijo paternal,
Na noite mística de Natal,
Símbolo do nascimento de Jesus em Belém.


   In Livro: " O Acordar das Emoções" - Tartaruga Editora