quarta-feira, 14 de março de 2018

Os moinhos da minha aldeia




Aos moinhos da minha aldeia,
Já o telhado caiu ao chão.
E é grande a dor que se ateia,
Ao vê-los assim, como estão:
Sem portas, nem aldrabas,
Nem burros, nem moleiros.
Nem mós, nem tábuas,
Esquecidos pioneiros.

Agora só lá cantam as águas,
Ao encontro do mar, além.
Para suavizarem as lágrimas,
Dos olhos que lhes querem bem!

In Livro " O acordar das emoções" - Tartaruga Editora

quarta-feira, 7 de março de 2018

A Mulher




Mulher,
Quando a história do mundo se fizer,
Colocadas as coisas no seu lugar,
No topo da glória imortal,
Figurarás tu, pois então.
Como um  Ser perfeito que Deus fez,
No sexto dia da Criação.

E nesse dia da Criação, o Mestre,
Depois da Obra concluída,
Olhou para ti, e Disse de seguida:
Tu serás o único Ser, também,
A gerar vida, à Minha imagem e semelhança,
Por isso, além de Mulher, também serás mãe.

E observando-te uma vez mais,
Maravilhado com a harmonia do teu semblante, 
Acrescentou: e também serás Amante.

Mas ainda só eras uma estátua de barro, inanimada.
Então o Senhor colocou a Sua mão sagrada
Sobre o teu peito, e Soprando sobre ele disse:
Haja vida em ti, Mulher.
Olha para Mim e sorri,  para Eu te ver.
   
E tu assim fizeste, majestosamente,
E então o Senhor ordenou:
Mulher, de ora avante,
Além de Mãe e de Amante,
Também terás o Amor mais profundo
De todas as criaturas deste mundo.
Vai. Cumpre a missão que te couber,
Que foi para isto que te Fiz mulher.

Oh!, como Vos agradeço Senhor!
Por Teres feito a mulher como a fizeste:
Bela, sensual, encantadora e inteligente.
Uma criatura com sensibilidade enorme,
Que cumpre a missão que lhe Incumbiste,
E muitas das tarefas do Homem.

Por isso, obrigado meu Senhor,
Porque foi feita a Vossa vontade,
E tudo está conforme.

In  Livro“ O acordar das emoções“ – Tartaruga Editora

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Onde andará a minha andorinha?




Onde andará a minha andorinha,
Que não há meio de chegar!
Será que vinha sozinha,
E se perdeu no alto mar?

Que venha,
Tem alguém à sua espera.
Para a ouvir chilrear,
A anunciar a Primavera.


    João de Deus Rodrigues


Charneca, 27 de Fevereiro de 2018