quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Fui ver a minha aldeia



Fui ver a minha aldeia,
A terra que me viu nascer.
Trago-a comigo na ideia,
Jamais a poderei esquecer.

Casas, lugares e pessoas,
Fazem parte da memória.
De coisas tão belas e boas,
O âmago da minha história.

A igreja onde fui baptizado,
Com o sino que anunciou,
O cristão que ainda hoje sou.

A casa que me viu nascer,
Está tão só e abandonada,
Que vê-la assim fez-me sofrer.

           João de Deus Rodrigues

            Morais, 12 de Agosto de 2018


sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Saudades da terra amada.


  
Ó minha aldeia abençoada,
Onde tudo me prende a ti:
A memória de quem nasci;
A descoberta dos passos primeiros;
O suave milagre dos cheiros;
A pureza da água das fontes;
O perfume agridoce dos montes;
A melodia cantante dos rios;
O calor nos dias frios;
O cintilar das estrelas;
A maneira terna de amar;
A luz pálida do luar,
E o sorriso de mulheres belas...
 
Até o sabor dos beijos escondidos,
Que despertaram os meus sentidos,
E o sorriso de uma terna criança,
Com o coração cheio de esperança! 

Tudo em ti são memórias presentes:
De casas soalheiras,
De ruas poeirentas,
De gestos e maneiras,
De corações ardentes.

Enfim,
É a saudade presente em mim,
Minha Terra amada.
Onde o azul celeste é diferente,
Do azul das ondas do mar.
E mais bela a madrugada,
Quando desce do monte,
De braço dado,
Com o dia a despontar!

           Poema do meu próximo livro de Poesia.
                   João de Deus Rodrigues


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

NOTICIAS DA CAPITAL


Um passeio pela cidade



Hoje fui passear,
No coração da capital.
Na Baixa não se cabia,
No Chiada era igual.

Férias, turistas, Verão,
Gente que poderá ser rica,
Alguma será, outra não,
Esta pode ser a explicação.

No elevador de Santa Justa,
Onde se andava de graça,
Hoje, um passeio não se ajusta,
A uma ida às ruínas do Carmo.

Entre a rua do Carmo,
E a Rua do Ouro,
Uma fila, enorme, aguarda horas,
Para subir ao miradouro

O que de lá se observa,
É, sem dúvida, deslumbrante:
Parte da Baixa pombalina,
Com o Tejo, ao fundo, radiante.

E em frente uma colina,
Com o castelo de são Jorge,
A fazer lembrar a mourama,
Como a história nos ensina.


       Lisboa, 8 de Agosto de 2018
           João de Deus Rodrigues.