sábado, 5 de outubro de 2019

Tibério - o nome do meu pai


            Tibério
   (O nome do meu pai )





                         
Dizem que és filho do deus dum rio
Ou homem duma cidade romana
Quem como eu nadando te viu
Crê que a mitologia não se engana

Homem do rio ou de Roma cidade
Quem com eu pescando te viu
De mais não há necessidade
Para pensar que o mito é verdade

Espírito do Tibre criatura da cidade
Quem te viu abraçar a água
De outra coisa não há necessidade
Para acreditar no mito de verdade

Descendes do Homem, deus do Tibre,
A vogar por rios mares e oceanos.
Quem como eu te viu beijar a água
Crê nas divindades sem enganos.

         João de Deus Rodriges
 
in Livro "O clamor dos campos" . Edições Colibri 2006



terça-feira, 30 de julho de 2019

Ontem fui ver o mar



Ontem fui ver o mar,
E na areia da praia,
Ao passar sobre ela,
Vi um coração seteado,
Por alguém enamorado,
Que o desenhou na areia,
E o assinou escrevendo:
Amo-te, meu amor!

Passei ao seu lado,
E nem ao de leve pisei
Aquela declaração de amor,
Que nem a água tinha apagado

Porque a água do mar
Sabe como ninguém,
Como é bom amar.
Como este alguém,
Que desenhou,
Quem sabe por quê,
Este coração seteado
Que teima em não morrer!


    Mar da Caparica, Julho de 2019

            João de Deus Rodrigues.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

PARABÉNS A TODOS OS AVÓS DE PORTUGAL.

 PARABÉNS A TODOS OS AVÓS DE PORTUGAL.

Eu fui criado com os meus avós maternos, na aldeia de Talhas, dos dois até aos oito anos, altura em que regressei a casa dos meus pais para ir frequentar a Escola Primária em Morais. Tive uma infância feliz! Com que saudade recordo os passeios que dávamos, a cavalo no cavalo, e das histórias que o meu avô me contava ao serão, na horta de Salgueiros, onde dormíamos no Verão, ou do raminho de flores que a minha avó Merência me punha na lapela do casaco, para irmos à missa.Talvez não haja dia nenhum em que eu não pense neles, e reze pela sua alma!
Um bem-haja aos meus queridos avozinhos. Em sua homenagem, aqui deixo um poema que dediquei ao meu avô materno. E umas flores do meu quintal.

POEMA

A apresentação do Mar
Era Inverno, tudo alagado.
Avô, neto e cavalo, o trio.
A chuva tinha amainado,
No vale, furioso, passava o rio.

Águas cor de barro, tumultuosas,
Apertadas no granito, furiosas,
Tinham pressa de chegar,
Ali ao Douro, mais além, ao mar.

Vinham de Espanha,
Cavalgando rochas ao passar.
E de frente, na montanha:
- Olha, meu filho, é assim o mar!
O Mar!
- O que é o mar, avô?
- Nunca o vi, meu filho!
Mas deve ser grande,
Como aquele rio!
- E para onde vai o mar, avô?
- Para lá. Para além do fim do mundo.
- E é longe, avô? Podemos ir ver?
- Deve ser, deve ser.
- Levas-me lá, ao fim do mundo?
Vamos tu, eu e o cavalo.
- Não sei o caminho, meu filho,
Nem como procurá-lo!
- Seguimos o sol, até o encontrar.
- Já estou velho, meu filho,
É tempo de ficar.

Mas vai tu.
Vai tu saber do mar,
E quando o encontrares,
Vem por mim, pro abraçar.

In Livro: “O Clamor dos Campos" Tartaruga Editora.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

ORAÇÃO A SÃO PEDRO


 ORAÇÃO A SÃO PEDRO


Ó milagroso São Pedro,
Peço-te junto ao teu altar,
Que quando bater à tua porta,
Por favor me deixes entrar.

Entregou-te Deus as chaves,
Para entrar no Reino Dele.
E Fez de ti o melhor porteiro,
Que no Céu podia haver.

Ficaste do Céu guardião,
Quando à tua porta bater,
Tem de mim compaixão,
Mesmo se não a merecer.

E perdoa as minhas faltas,
E abre-me as portas do Céu.
E recebe-me com alegria, 
Pai - Nosso, Avé - Maria.

               João de Deus Rodrigues

                  29 DE JUNHO, DIA DE SÃO PEDRO.



domingo, 9 de junho de 2019

VIVA PORTUGAL

10 de Junho dia de Portugal.

Vens de longe e tens no peito um passado,
Cheio de esperança, lutas, missas e glória.
De quantos, com bravura, fizeram a história,
E agora repousam no teu chão sagrado.

Homens e mulheres, marinheiros e poetas,
Zarparam do teu solo para vencer o mar,
Em frágeis barcaças que o vento fez voar,
Num mundo desconhecido, de portas abertas,

Para dizerem a outras gentes, a outras raças,
Que traziam com eles não só a cruz de Cristo,
Mas também afiadas espadas nas barcaças.

Quando aportavam noutros portos, em outros cais,
Onde semearam crenças e genes sem igual,
Aqueles que fizeram de ti este glorioso Portugal.

In Livro “Memórias e Divagações” . Poética Edições